quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Foz d'Égua

A aldeia de Foz d'Égua pertence à freguesia do Piódão, na Serra do Açor.

Nesta pequena aldeia que é caracterizada pelo seu aspecto rural serrano, e cujas  casas típicas de xisto e lousa, se encontram rodeadas por uma natureza quase em estado puro, rica em espécies de fauna e flora que encontram na região o seu habitat natural, encontra-se a confluência das ribeiras de Chãs com a do Piódão, que formam uma piscina natural, cujas águas que de inverno correm abundantemente, mas de verão secam praticamente, e correm em direção ao rio Alvôco.



À entrada da aldeia o visitante depara-se com uma ponte suspensa feita de cordas, arame e madeira, construída pelos proprietários. Após a travessia desta, encontram-se as históricas pontes de pedra em bom estado de conservação devido ao seu restauro. A ser restaurada, também para breve, encontra-se, no cimo da encosta, uma pequena capela.



As origens da aldeia perdem-se no tempo, pois conforme confirmam as pinturas rupestres, esta região já era habitada no Neolítico e Idade do Bronze, as quais foram encontradas na zona da aldeia de Chãs d'Égua. Pensa-se que o próprio topónimo de Chãs d'Égua vem da época da ocupação romana, pois na altura eram criadas na área as éguas destinadas a serem atreladas nos carros de desporto e combate.




Fontes: Vários (Google)




terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Estorãos

A Freguesia de Estorãos é uma das mais belas, não só do concelho de Ponte de Lima, mas, também, de toda a região minhota, isso face às magnificas paisagens que se desfruta das suas terras e dos seus encantadores cursos de água, onde o rio Estorãos assume, neste particular, o principal papel. Rio que propicia, também, uma excelente praia fluvial. Efectivamente, porque esta linda freguesia se estende desde as faldas da Serra de Arga até aos seus pontos mais elevados, que desfruta deste privilégio da natureza. Apesar destes importantes aspectos há outras atractividades onde o homem assume a sua responsabilidade pela sua qualidade inquestionável, visível no seu 
 património arquitectónico: 
  • A Ponte Românica, 
  • a Igreja Paroquial, 
  • os cruzeiros, 
  • a ponte romana do Arquinho, 
  • Capela de S. João, 
  • as ruínas da Bouça do Monte de Crasto e crasto em ruínas no monte Castelo, 
  • os moinhos da Gramela 
  • e a azenha. 
A sua ponte românica apresenta características próprias que indicam ser do século XIII.


A Freguesia de Estorãos encontra-se a cerca de 7 km de Ponte de Lima e distribui-se por cerca de 17,10 km² com 464 habitantes (2011)  Estorãos que é a freguesia com maior extensão do concelho de Ponte de Lima, tem os seus limites estabelecidos pelas seguintes freguesias: A Norte a Freguesia de Cabração. A Sul a Freguesia de Arcos. A Nascente a Freguesia de Moreira do Lima e, ainda que tangencialmente, também faz limites com a freguesia Sá. A Poente com a Freguesia de Arga de Cima pertencente ao Concelho de Caminha e também com Montaria pertencente ao Concelho de Viana do Castelo.



Os vestígios castrejos encontrados nesta freguesia atestam bem a sua antiguidade. Documentalmente têm-se registros antigos, como por exemplo relativos a 1258 , em que nas inquirições de D. Afonso III, a sua igreja é citada sob a designação de “ecclesia de Asturanios”. Em 1320 ao tempo de D. Dinis a mesma igreja é referida como “ São Salvador de Asturãos” e foi taxada em 100 libras.

Segundo Américo Costa, foi abadia da apresentação dos senhores da Casa de Pentieiros. No entanto, a Estatística Paroquial, de 1862, refere a casa de Bertiandos.


quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Vilarinho de Negrões


Entre as cinco aldeias mais belas de Portugal, encontra-se Vilarinho de Negrões. Situada na margem sul da Albufeira do Alto Rabagão, trata-se de uma das aldeias mais pitorescas de toda a região, tanto pelo seu casario ainda relativamente conservado e, acima de tudo, por se encontrar sobre uma estreita e bela península - um pedacinho de terra poupado à subida das águas. Vilarinho é assim uma terra que se vê diariamente ao espelho e se distingue.



Perto, situa-se a freguesia de Negrões, alma gémea, que possui um forno todo em granito.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Castelo Rodrigo

Castelo Rodrigo é aldeia histórica de Portugal desde 1991.
Falar da história de Castelo Rodrigo significa ir até à pré-história até ao século XXI. Tendo sido ocupado sucessivamente por túrdulos, romanos e mouros, o atual concelho de Figueira de Castelo Rodrigo foi integrado no Reino de Leão no século XI, integrando na Coroa Portuguesa, em 1297, por D. Sancho I. Até ao século XIX chamava-se apenas Castelo Rodrigo, em homenagem ao alcaide D. Rodrigo, que defendeu a fortaleza em 1296.
Não se sabe muito acerca da ocupação primitiva deste território, embora hajam vestígios que apontem para épocas muito remotas, entre as quais se destaca a gravura de arte rupestre de Vale Afonsinho.
Os Túrdulos - povo que ocupava a Bética - deverá ter sido a primeira comunidade organizada a habitar a região. Da ocupação romana, que foi bastante intensa, existem vestígios de pelos menos nove "villas", duas pontes, Vermiosa e Escalhão e restos de calçadas romanas. A "Torre das Águias", cuja construção se situa
no século II d.C, e que teria sido um templo romano, foi adaptado mais tarde, transformando-se numa atalaia militar.
Em Escalhão, na margem esquerda do rio Águeda, ter-se-ia situado a antiga cidade romana de "Caliábria". Os árabes deixaram as tradicionais casas agrícolas, a cisterna do castelo, entre outros vestígios.
Foi reconquistada de forma definitiva pelos reis de Leão no século XI, e a 12 de setembro de 1297, Castelo Rodrigo passou a ficar integrado na Coroa Portuguesa. Em 1373 foi-lhe concedido, por D. Fernando, Carta de Feira.
Durante as guerras da independência Castelo Rodrigo ficou bastante danificado, chegando a atingir um estado de grande despovoamento. D. João I, devido à lealdade dos seus habitantes a D. Beatriz, como castigo, exigiu que Castelo Rodrigo passasse a ostentar as suas armas reais com o elmo invertido. D. Manuel I mandou reedificar o castelo e em 1508 atribuiu-lhe novo foral, elevando-a a sede de concelho.
Já no século XVII e pelas características do aglomerado populacional, ruas estreitas, íngremes e sinuosas e casas espartilhadas pelas muralhas da velha fortaleza medieval, Castelo Rodrigo começou a perder a sua importância, fazendo com que a sede de concelho passasse para a povoação da Figueira, que apresentava desenvolvimento continuo, na planície mais abaixo.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Sortelha

Hoje iremos falar de uma pequena aldeia em granito, cujas ruas e vielas ainda mantêm o traçado medieval. Sortelha, uma das mais belas e antigas povoações de Portugal, encontra-se protegida por um castelo que a rodeia com as suas muralhas, a partir do qual é possível avistar muitos dos castelos da raia
Trata-se de uma freguesia do concelho do Sabugal com 25,27 km2 de área e no censo de 2011 registava 444 habitantes.

A ocupação desta região teve início no século XII - XIII, cuja localização privilegiada resultou de uma opção estratégica, com o objetivo de dominar a região envolvente.

Ao longo dos séculos a estrutura defensiva sofreu diversas reparações e melhoramentos. D. Dinis, D. Fernando e D. Manuel foram os impulsionadores destes melhoramentos, tendo este último concedido o foral a Sortelha e construiu o pelourinho.


Património Arquitectónico:

Castelo - O Castelo é considerado monumento nacional desde 1910 - DL. de 16/6/1910 - sofreu obras de renovação, cerca de 1228, reinado de D. Sancho II, e posteriormente foi remodelado nos reinados de D. Dinis, de D. Fernando e de D. Manuel e ainda em 1640. Dentro das suas muralhas tudo se organiza em torno da rua principal, a Rua da Fonte e a Rua Direita que ligam a Porta da Vila à Porta Nova. Salientam-se ainda o Largo do Corro e o Largo do Pelourinho. Situado no ponto mais alto sabranceiro ao vale, exerceu a função defensiva. Era o pólo exclusivamente militar, bem acentuado pela Torre de Menagem.

No interior do castelo pode ver-se a Cisterna, e uma Porta Falsa. A circundá-lo, o perímetro amuralhado, em forma oval, onde se estabeleceu a população mais antiga. Este espaço fechado comunicava com o exterior através da Porta da Vila (a este), da Porta Nova (a Oeste) e da Porta Falsa (a Noroeste). A sua origem está efectivamente rodeada de lendas, na sua maioria relacionadas com bruxas.

A porta de acesso à cidadela é protegida por mata-cães e exibe o escudo, coroa real e esferas armilares. Lateralmente a esta observa-se outra porta falsa em arco de ferradura, possui seteiras cruciformes. Pode-se ver a Torre de Menagem de planta quadrada no seu interior. Os afloramentos graníticos funcionam como contrafortes naturais. 

Igreja MatrizIgreja da Senhora das Neves, situada no centro da freguesia, com Torre Sineira, tem uma inscrição na porta principal, segundo a qual terá sido construída em 1273, embora haja quem opine que foi construída no séc. XIV. Tem cinco altares, sendo o altar-mor uma preciosa obra em talha. O tecto é mudéjar. Dedicada a Nossa Senhora das Neves, esta igreja renascentista sofreu profundas alterações ao longo dos séculos. 

Igreja da Misericórdia - Parece ter sido outrora a matriz da Vila. 

Igreja de Santa Rita - Saíndo pela Porta Nova do Castelo, encontra-se esta Igreja, assim chamada pelo povo, embora conste, nas Memórias Paroquiais, como Capela de S. João. 

Pelourinho Datado do século XVI, possui elementos decorativos da época manuelina e está considerado Imóvel de Interesse Público.


Casas Senhorias:

- Casa do Vento que Soa – Situada entre a rua da Fontinha e a rua do Cofre. É dos sécs. XVI/XVII. 
- Casa Setecentista – Do séc. XVII. 
- Casa dos Falcões – Do séc. XVI. 
- Casa do Escrivão da Câmara – Hoje pertence à família Pina Ferraz. 
- Casa Número Um – A denominação deve-se a uma inscrição que apresenta numa das suas portas. 
- Casa das Almas – Aqui eram recebidas as dádivas para os necessitados. Compreende um conjunto de quatro edifícios. 
- Casa do Juíz – Conjunto de casas conhecido por “Casas do Campanário”, dos sécs. XVI/XVII. 
- Casa da Câmara e Cadeia – Do séc. XVI, onde hoje funciona a Escola Primária. 
- Casa da Vila – Construção do séc. XVI/XVII, tem dois pisos. 
- Casa do Governador – Funciona hoje aqui o Posto de Turismo. Data de 1645. 
- Casa Árabe – Atribui-se ao período de ocupação árabe (séc. VIII). 
- Casa Quinhentista – Na rua da Fonte, apresenta motivos decorativos nas suas 
cantarias.


Capelas:

- Capela de S. Tiago, junto ao cemitério. 
- Capela de Santa Catarina
- Capela da Senhora da Conceição
- Capela de São Sebastião: Encontra-se isolada no caminho que nos conduz ao núcleo amuralhado. Com uma planta longitudinal simples, apresenta na fachada principal um portal em arco pleno. No seu interior podemos observar um retábulo em talha pintada, sendo o pavimento e o tecto forrados a madeira. 
- Capela de São Francisco
- Capela da Senhora de Fátima
- Capela da Senhora do Desterro


Fontes:

- Fonte de Mergulho – Situa-se na rua da Fonte. É da época medieval ou quinhentista. Esta fonte tem degraus, e dali parte um túnel que comunica com o exterior das muralhas. 
- Fonte da Azenha.

Calçada Medieval - Ligava Ribeira da Cal ao Casteleiro.

Passos da Via Sacra - O conjunto é constituído por cinco passos espalhados pela povoação. Decorados com motivos barrocos - nicho de lintel recto, coroamento com volutas, rosetas, triângulos e lintel saliente - assemelham-se a uma cornija.


quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Monsanto

Monsanto, considerada a aldeia mais portuguesa de Portugal, localiza-se no concelho de Idanha-a-Nova, 
com 131,95 km2 e 829 habitantes (2011), é uma aldeia fantástica, construída por entre penhascos e em perfeita harmonia com o meio envolvente.

É uma das aldeias histórias de Portugal e é construída em pedra granítica.
A aldeia avista-se na encosta de uma grande elevação escarpada, o Cabeço de Monsanto (Mons Sanctus). Situa-se a nordeste de Idanha-a-Nova e irrompe repentinamente do vale. No seu ponto mais elevado chega aos 758 metros.

A presença humana no local chega até ao paleolítico. A arqueologia mostrou igualmente que o local foi habitado pelos romanos, mas que existem também vestígios de passagem visigótica e árabe. Após os mouros terem sido derrotados por D. Afonso Henriques, o lugar foi doado, em 1165, à Ordem dos Templários que sob orientações de Gualdim Pais, mandou construir o Castelo de Monsanto. O foral foi concedido pela primeira vez em 1174 pelo Rei de Portugal e rectificado, sucessivamente, por D. Sancho I (1190) e D. Afonso II (1217).

D. Sancho I repovoou e reedificou a fortaleza que, entretanto, havia sido destruída nas lutas contra o Reino de Leão. Um século depois, voltaria a ser reparada pelos Templários.


Em 1308, o Rei D. Dinis deu Carta de Feira e, em 1510, D. Manuel voltaria a outorgar novamente o foral e concedeu à aldeia a categoria de vila.

Já em meados do século XVII, Luís de Haro (ministro de Filipe IV de Espanha), tenta cercar sem sucesso Monsanto. No século XVIII, o Duque Berwik também cerca a vila, mas o exército português, comandado
pelo Marquês de Mina derrota o invasor nas difíceis escarpas que se erguem até ao Castelo. Monsanto foi sede de concelho no período 1758-1853. Em 1815 um grave acidente, provocado por um raio destruiu o seu Castelo medieval, pela explosão do paiol de munições.

Nas últimas décadas, Monsanto tornou-se popularmente conhecida como "a aldeia mais portuguesa de Portugal", exibindo o Galo de Prata, troféu da autoria de Abel Pereira da Silva, cuja réplica permanece até hoje no cimo da Torre do Relógio ou de Lucano. Um pouco por toda a parte foram depois colocadas réplicas do Galo de Prata, quer em igrejas, torres ou outros monumentos de todo o país.



quarta-feira, 9 de setembro de 2015

TODOS - Uma caminhada de culturas

Na sua sétima temporada, o espírito nómada do evento TODOS - Caminhada de Cultura, mantém-se.. Desta vez desloca-se para a Colina de Santana/Campo Mártires da Pátria. O TODOS já passou por zonas como o Martins Moniz, o Intendente ou São Bento para promover uma aproximação entre os moradores e espetadores, muitas vezes de culturas e nacionalidades distintas.

O TODOS 2015 começa no dia 10 de Setembro e prolonga-se até dia 13 em espaços como o Hospital Miguel Bombarda, a Faculdade de Ciências Médicas, a Biblioteca de São Lázaro, a Galeria Monumental, a Academia Militar e o Jardim do Campo de Santana, com comunidades asiáticas, africanas e do leste. A TODOS tem a direção de Madalena Victorino, Giacomo Scalisi e Miguel Abreu.
O programa inclui uma vasta gama de espetáculos e atividades gratuitas para todos os públicos nas áreas da música, teatro, novo circo, dança e fotografia, bem como comidas do mundo.

Veja o programa em